WILLIAN LENTZ
Compositor e Maestro


SOBRE
Willian Lentz é compositor, maestro, violonista clássico e professor de música brasileiro.
É doutor em Música pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde estudou sob orientação de Flo Menezes; mestre pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), sob orientação de Maurício Dottori; e bacharel em Composição e Regência pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (UNESPAR-EMBAP), onde estudou com Harry Crowl e Felipe de Almeida Ribeiro.
Participou de masterclasses de composição com Stefano Gervasoni, Stratis Minakakis, Jorge Grossmann, Roseane Yampolchi, João Pedro Oliveira, Tatiana Catanzaro, Januibe Tejera, Detlef Heusinger, Aylton Escobar e Roberto Victorio.
Como regente, foi orientado por Claudio Cruz na Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) e integrou o Programa de Regência da Academia da OSESP. Também participou de masterclasses de regência com Alexander Shelley, Alexander Liebreich, Giancarlo Guerrero, Celso Antunes, Marc Albrecht, Jamil Maluf, Stefan Geiger, Osvaldo Ferreira, Abel Rocha e Roberto Tibiriçá.
Suas obras foram executadas em diversos estados do Brasil e no exterior, na Espanha, Itália, Ucrânia e Inglaterra. Em 2020, foi premiado no KLK New Music Composers’ Competition por Ar Diamantinado, para orquestra de cordas.
Sua ópera de câmara A Fome dos Cães (The Hunger of Dogs), com libreto de Carina Murias, estreou em 2022 no Theatro São Pedro (São Paulo), por meio do Atelier de Composição Lírica. Em 2021, A Máquina Entreaberta, encomendada pelo Festival Amazonas de Ópera, teve sua estreia. Foi também finalista do Festival Tinta Fresca, promovido pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.
É membro do coletivo curitibano de compositores Círculo de Invenção Musical, com o qual colabora regularmente em projetos e festivais de música contemporânea.
Como regente, atuou junto a orquestras e conjuntos universitários em diversas regiões do Brasil, incluindo a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e a Orquestra Filarmônica da UFPR. Atualmente, é maestro, diretor musical e coordenador da Orquestra Jovem de Cordas da Fundação de Solidariedade (Curitiba).
SERVIÇOS

Aulas de Composição
Aulas de composição musical, adequadas tanto para iniciantes quanto para aqueles que desejam aprimorar suas técnicas.

Aulas de Teoria Musical
Aqui você irá se aprofundar nos fundamentos da música, desenvolvendo habilidades técnicas e ampliando sua compreensão musical.

Aulas de Análise Musical, Harmonia e Contraponto
Estas aulas têm como objetivo aprimorar sua compreensão da interpretação musical, sendo adequadas para todos os níveis.

Edição de partituras
Serviços de edição de partituras e aulas de edição de partituras.

OBRAS
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States of a Rhythm (2025) – para orquestra de câmara e eletrônica (1.1.1.1-1.1.1-2 perc.-pno-1.1.1.1.1) – 9'
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Alento Interior (2025) – flauta solo – 12'
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Entre Impulsos e Ecos (2025) – violão e eletrônica em tempo real – 8'
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Scherzo (2025) – orquestra completa (3.3.3.3-4.3.3.1-timp.-2 perc.-1 harpa-16.14.12.10.8) – 8'
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Máquina de Chilrear (2024) – Disklavier e eletrônica (octo) – 13'
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Traços em meia-luz (2023) – piano e eletrônica – 8'
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Fragmentos do Ocaso (2023) – acusmática (quadrifônica) – 10'
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Gestos Lacerados (2023) – guitarra e eletrônica – 19'
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Suíte das Criaturas Mágicas (2023) - orquestra de cordas jovem - 9'
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A Fome dos Cães (2022) – ópera de câmara – 27'
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Cores Transversais (2022) – orquestra de câmara – 7'
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multitudinous seas (2021) – pandeiro brasileiro e eletrônica – 7'
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A Máquina Entreaberta (2020) – barítono, clarinete baixo, percussão, piano, viola e violoncelo – 16'
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Cores Dissolutas (2020) – orquestra completa (3.3.3.3-4.3.3.1-timp.-2 perc.-1 harpa-16.14.12.10.8) – 10'
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Toccata (2019) – dois violões – 6'
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Quarteto de cordas nº 1 (primeiro e segundo movimentos-) (2019-2020) – em andamento
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Fulgurações Cetíneas (2019) – orquestra completa (3.3.3.3-4.3.3.1-timp.-2 perc.-1 harpa-16.14.12.10.8) – 13'
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A Ilusão do Fascínio (2019) – quinteto misto (clarinete Bb, clarinete baixo, percussão, violino e violoncelo) – 13'
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Hefesto (2018) – dois percussionistas – 9'
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Atmosfera Cambiante (2018) – flauta e dois violões -13'
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Ar Diamantinado (2017) – orquestra de cordas – 10'
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Topázio em Flor! (2017) – clarinete baixo – 10'
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noite curva (2017) – bandolim e clarinete baixo – 10'
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Dos Vazios da Terra, a Vertigem (2016) – septeto misto (flauta, clarinete Sib e clarinete baixo, bandolim, percussão, piano, viola e violoncelo) – 13'
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Concertino (2015) – violão e orquestra de câmara – 13'
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BANG! (2015) – quinteto misto (flauta, bouzuki, percussão, piano, violino e violoncelo) -7'
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Flama (2015) – violão – 2'
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Mborai (2015) – soprano, flauta e violão – 7'
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Sinestesias (2015) – banda sinfônica – 10'
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Reflexos Luminescentes (2015) – violino – 1'
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Flageollet (2014) – guitarra – 7'
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Da Transfiguração da Cor (2013) – grupo de câmara – 10'
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Tekowa (2013) – orquestra de câmara de violões – 7'
PARTICIPAÇÃO EM SIMPÓSIOS E FESTIVAIS, ENCOMENDAS E PREMIAÇÕES COMO COMPOSITOR
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2024 - Estreia de Máquina de Chilrear, para Disklavier e eletrônica, na XV BIMESP - Bienal Internacional de Música Eletroacústica de São Paulo.
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2024 - Finalista no 12º Festival Tinta Fresca promovido pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Estreia de Fulgurações Cetíneas, para Orquestra.
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2024 - Selecionado pelo XXXI Panorama da Música Brasileira Atual, Rio de Janeiro, coma obra acusmática Fragmentos do Ocaso.
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2023 - Estreia de Traços em meia-luz, para piano e eletrônica, Fragmentos do Ocaso, acusmática, e Gestos Lacerados, para guitarra e eletrônica em tempo real, no 6º SiMN – Simpósio Internacional de Música Nova, em Curitiba-PR-Brazil.
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2022 - Estreia da ópera de câmara A Fome dos Cães, por meio do Atelier de Composição Lírica do Theatro São Pedro.
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2022 - Estreia de Cores Trasversais, para orquestra de câmara, pela Orquestra Filarmônica da Universidade Federal do Paraná.
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2022 - Finalista do 11º Festival Tinta Fresca promovido pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Estreia de Cores Dissolutas.
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2022 - Workshop JACK Studio. Execução do segundo movimento do Quarteto de Cordas nº 1.
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2021 - Estreia de multitudinous para pandeiro e eletrônica, na 5ª edição do SiMN – Simpósio Internacional de Música Nova, em Curitiba-PR-Brasil. Com o Círculo de Invenção Coletivo de compositores musicais, dia 4 de outubro.
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2020 – Festival Amazonas de Ópera. Encomenda de A Máquina Entreaberta, para barítono, clarinete baixo, percussão, piano, viola e violoncelo.
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2020 – 2º prémio no KLK New Music MUSICA PER ARCHI | Music Composers' Competition 2020-5th Edition, em Lviv-UKR, com a obra Ar Diamantinado, para orquestra de cordas. Partitura publicada pela Aldebaran Editions: https://aldebaraneditions.com/prodotto/willian-lentz-ar-diamantinado/
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2019 – Valentia International Performance Academy & Festival. Estreia do primeiro movimento do Quarteto de cordas nº 1 pelo Mivos Quartet. Masterclass de composição com Stratis Minakakis, Jorge Villavicencio Grossmann e Stefano Gervasoni.
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2019 – Concerto do Coletivo Círculo de Invenção Musical (Curitiba/PR-BRA). Estreia da Tocata para dois violões.
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2018 – Festival Internacional de Percussão de Curitiba – estreia de Hefesto, para dois percussionistas (encomendada pelo UM2UO).
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2018 – Composição de Atmosfera Cambiante (encomenda de Dúo Bordona), ainda não estreada.
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2018 – 35ª Oficina de Música de Curitiba-PR-Brasil. Masterclass de Escrita Instrumental e Técnicas Intervaladas e Composição Contemporânea com Flo Menezes e Maurício Dottori. Estreia da miniatura Permutações, para trompa e percussão.
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2017 – IV Bienal Música Hoje-Curitiba-PR-Brasil. Estreia deTopázio em Flor! para clarinete baixo.
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2017 – Composição de pós-graduação d eDos Vazios da Terra, A Vertigem, para septeto misto.
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2016 – Projeto Territórios de Invenção – Residência em Belo Horizonte-MG-Brasil. Masterclass de composição e regência com Roberto Victorio (Brasil). Condução de hipercanon para quatro percussionistas, de Victorio. E estréia de bença para riq solo.
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2014 e 2016 – 2º e 3º Simpósio Internacional de Música Nova-Curitiba-PR-Brasil. Sessão de Leitura com a pianista Catarina Domenici (Brasil), obra: um eco de tumultos e de sombras, e Reading Session com o flautista Mark McGregor (Canadá), obra: Um centímetro acima da pele; respectivamente.
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2015 e 2016 – 5º e 6º Festival Internacional de Música SESC de Pelotas-RS-Brasil. Masterclass de composição com Leonardo Martinelli (Brasil) e Januibe Tejera (Brasil/França); respectivamente. Estreia deFlageolettpara solo de guitarra.
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2015 – Estreia do Concertino para violão e orquestra de câmara (como solista).
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2015 – 46º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão-SP-Brasil. Masterclass de composição com Aylton Escobar (Brasil). Estreia de La Petite Fanfare Ionique para trompa, trombone e caixa, e de Espelho de Mercúrio para quinteto de metais e percussão.
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2015 – Estreia de Mborai para soprano, flauta e violão clássico, Reflexos Luminescentes, miniatura para violino solo, e Paralells para quinteto de sopros, na III Bienal Música Hoje-Curitiba-PR-Brasil.
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2015 – Estreia de Sinestesias, encomendado pela Banda Concerto Filarmônica Antoninense (Brasil).
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2015 – 2º Simpósio de Música Contemporânea-MAB-Música de Agora na Bahia-Salvador-BA-Brasil. Estreia de BANG!, para conjunto de câmara, sob regência de Jean-Sebastien Béreau (França).
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2013 – Composição de Graduação de Da Transfiguração da cor, para septeto misto.
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2013 – 2º Prêmio no Concurso de Composição Renée Devraine Franck, promovido pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná – EMBAP/UNESPAR.
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2012 – 3º Prêmio no Concurso de Composição Renée Devraine Franck, promovido pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná – EMBAP/UNESPAR.
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2010 – 1º Prêmio no Concurso de Composição Renée Devraine Franck, promovido pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná – EMBAP/UNESPAR.
TRABALHOS E EXPERIÊNCIA COMO MAESTRO
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2016 (atual) – Maestro da Orquestra de Cordas da Fundação Solidariedade, Curitiba-PR, atuando também como coordenador, arranjador, compositor e professor de música.
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2025 - Maestro participante da Ópera La Molinara de Paisiello por meio do Vitória Ópera Studio.
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2024 - Concerto na série Matinais da Sala São Paulo, regendo a Bachianas brasileiras nº 7 de Villa-Lobos e a Sinfonia No. 4 de Brahms.
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2024 - Concerto na série Matinais da Sala São Paulo, regendo A História do Soldado de Igor Stravinsky.
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2022 - Maestro convidado da Orquestra Filarmônica da Universidade Federal do Paraná.
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2020 – Aluno ativo do 6º Workshop de Regência Orquestral da Orquestra Sinfônica de Santo André, em São Paulo-Brasil, com o Maestro Abel Rocha (Brasil).
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2020 – Aluno ativo na Masterclass de Regência Orquestral na 37ª Oficina de Música de Curitiba, com o Maestro Abel Rocha (Brasil).
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2017 – 2019 – Masterclass de Regência Orquestral com o Maestro Claudio Cruz (Brasil) na Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim).
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2019 – Regente convidado da Orquestra Filarmônica da Universidade Federal do Paraná e de conjunto do Departamento de Letras da UFPR.
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2019 – 11º Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais. Masterclass com o Maestro Fabio Mechetti (Brasil/EUA).
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2019 – Masterclass com o Maestro Roberto Tibiriçá (Brasil).
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2018 – Maestro convidado da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Concerto Didático.
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2015 – Maestro assistente da Orquestra Filarmónica de Estudantes. Nova Acrópole, Curitiba-PR.
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2014 – Masterclass com o Maestro Osvaldo Ferreira (Portugal).
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2013 – Masterclass com o Maestro Stefan Geiger (Alemanha).
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2013 – Regente assistente da Orquestra Filarmônica da Universidade Federal do Paraná, Curitiba-PR.
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2012-2013 – Regente da Big Band da Escola de Música e Belas Artes do Paraná.
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2009-2013 – Regente da Orquestra de Violões da Escola de Belas Artes do Paraná, Curitiba-PR, atuando também como arranjador e compositor.
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2008-2014 – Regente do Coral Mokiti Okada da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, Curitiba-PR, atuando também como arranjador, compositor e preparador vocal.
ESCRITOS
TESE DE DOUTORADO: O EMERGIR DA OBRA MUSICAL
O processo de composição musical constitui o núcleo da investigação apresentada nesta tese. Por meio da análise poética de sete composições desenvolvidas ao longo deste trabalho, são demonstrados aspectos relacionados ao ato composicional e ao fazer artístico, sob a perspectiva da escritura musical. A discussão abrange a aplicação de procedimentos composicionais, a estruturação formal e os modos de combinação dos conjuntos materiais. Paralelamente, são examinadas as qualidades estéticas dos elementos musicais, vinculadas aos seus possíveis significados, bem como a forma como esses aspectos favorecem o desenvolvimento e a elaboração da obra musical a partir da perspectiva do compositor. Essa abordagem evidencia como uma multiplicidade de eventos, experiências e reflexões influencia o processo composicional, refletindo-se no objeto estético.
THE NEWNESS OF SOUND AND THE REINVENTION OF LISTENING
Análise da obra La novità del suono de Flo Menezes. Em Música das Escrituras - Maximalismo na obra musical de Flo Menezes, pp. 253-295.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO: O CONCEITO DE EMERGÊNCIA APLICADO À COMPOSIÇÃO MUSICAL
O conceito de emergência está relacionado ao comportamento dos sistemas complexos, dos quais emergem propriedades com novas qualidades em nível superior às qualidades de sua configuração fundamental. Neste memorial da composição, aplico o conceito de emergência ao processo de composição musical como o caminho pelo qual convergem os procedimentos mecanicistas do compositor e o juízo reflexivo, e por onde brotam, da multiplicidade que se subsume à liberdade criativa, emergem propriedades associadas à configuração formal e às qualidades estéticas e expressivas inerentes ao objeto estético. Palavras-chave: Composição musical. Música de emergência. Estética.
A APREENSÃO DA OBRA DE ARTE COMO PROPRIEDADE EMERGENTE
Observa-se uma relação intrínseca entre o comportamento das propriedades emergentes e a forma como a obra de arte musical é apreendida. Segundo a filosofia kantiana, a conformidade formal julgada pela contemplação não segue os princípios da razão, e estes estão relacionados com a lógica mecanicista. Da mesma forma, o comportamento do fenômeno com propriedades emergentes transcende tal lógica. Tomando como referência o conceito kantiano de julgamento reflexivo e as qualidades afetivas propostas por Mikel Dufrenne, será discutido como o objeto musical é apreendido segundo a teoria da emergência. Palavras-chave: Emergência. Estética.
DESENVOLVIMENTO MUSICAL PARA GRUPO DE VIOLÕES A PARTIR DE IDEAIS SURREALISTAS ONÍRICOS E BASE NA MÚSICA FUTURISTA DO SÉCULO XX
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A MÚSICA INDÍGENA E SUA FUNÇÃO COMO BASE DE COMPOSIÇÃO PARA VIOLÃO
Para se abordar o contexto da música indígena dentro de composições eruditas é necessário possuir, além dos conhecimentos próprios da música ocidental, o conhecimento deste outro campo musical. Necessitamos dos conhecimentos históricos; dos desenvolvimentos teóricos sobre a música indígena; noções da instrumentação; no caso de se abordar um tema de certa tribo, entender seus trajes, qual a função da música nesta tribo e como ela é feita; e direcionar a composição especificamente para uma determinada instrumentação. Palavras-chave: Composição; Violão; Quarteto









